"Em círculo, somos todos iguais. Quando estamos em círculo, ninguém está à sua frente, nem atrás, nem acima e nem abaixo.
Um Círculo Sagrado é feito para criar Unidade. O Elo da Vida também é um círculo. Nesse elo há espaço para cada espécie, cada raça, cada árvore e cada planta."
Dave Chief, Oglala Lakota

domingo, 15 de março de 2015

SUCESSO

Todos queremos ter sucesso. Mas, afinal, o que é o sucesso?
Sucesso, do latim successus, é um substantivo masculino, sinónimo de êxito e antónimo de fracasso. 
Mas, mais importante, do que conhecer a origem, a classificação gramatical ou o significado da palavra, é saber o que ter sucesso significa para cada um de nós.
O que é importante? O que valorizamos mais? O que nos faz sentir bem?
O sucesso pode aplicar-se a  várias árias da nossa vida. Mas, no presente artigo, vamo-nos focar no sucesso profissional.
Você faz tudo direitinho? Trabalha e dedica-se incansavelmente, mas, no final, os resultados ficam sempre aquém das expetativas e todo o seu esforço parece ser em vão?
Então, talvez valha a pena fazer uma pausa e refletir.
Em que se baseia para fazer as suas escolhas? Nas suas características e gostos pessoais? Nas opiniões de familiares ou amigos? Nas profissões da moda ou nas, supostamente, mais lucrativas ou que conferem maior status?
Você tem uma estratégia para alcançar os seus objetivos ou espera que as coisas aconteçam para então tomar decisões?
Quais os seus trunfos, conhecimentos, qualificações, capacidades e meios para atingir os objetivos a que se propõe?
Finalmente, você acredita em si próprio e na sua capacidade para vencer?

As decisões que tomamos, ao longo da vida, particularmente aquelas de que depende o nosso bem-estar ou sucesso profissional, ou outro, devem ser analisadas com algum distanciamento emocional.
As emoções podem prejudicar-nos, uma vez que não nos deixam ver a realidade de uma forma objetiva.
É importante ouvir e valorizar as opiniões ou os relatos das experiências de outros, pois, por menos interessantes e significativas que pareçam ser, cada ser humano, com que nos cruzamos, tem sempre algo de importante que nos pode ensinar.
Contudo, é fundamental compreender que a decisão final é sempre nossa, pois só nós mesmos sabemos o que de facto queremos, quais as nossas reais capacidades e os meios de que dispomos.
Já sofreu fracassos? Olhe-os não com erros, mas sim como aprendizagens. 
As opiniões negativas dos outros, ou os seus comentários, influenciam-no e fazem-no pôr em causa as suas escolhas?
Aquele "eu bem te avisei" ou o " vê lá se não te vais meter noutro sarilho" paralisam-o e impedem-no de prosseguir, pois, afinal, foram estas mesmas pessoas que o ajudaram a resolver os problemas causados pelo seu anterior insucesso?
Não se deixe influenciar pela negatividade, mas também não se deixe dominar por sonhos irrealistas, apostando em projetos utópicos.
Cada um de nós nasce com os seus próprios dons e vantagens. Uns são particularmente belos, outros descendem de famílias que se movimentam em meios privilégiados, outros são lideres naturais ou comunicadores de excelência, outros detêm capacidades inatas para os negócios, ou aptidões para as ciências, letras, artes, etc..
O caminho do sucesso é árduo, tem muitos obstáculos, contratempos, dificuldades.
Quantas vezes aqueles que podiam contribuir para facilitar esse caminho nos viram as costas, ou se remetem ao silêncio, sem ao menos nos darem uma oportunidade?
Quantas vezes acontecimentos inesperados  nos desviam do nosso percurso?
Quantas vezes a inveja ou a negatividade mina o nosso caminho?
Mas, não duvide, o principal obstáculo que existe entre si e o sucesso é você mesmo. Os seus medos, inseguranças, inércia, passividade, intolerância ou indecisão são os seus principais inimigos.
Não se vitimize, lamente ou deprecie, nem queira ter sempre razão.
O pensamento positivo é útil, mas só por si não basta. Foque-se nos seus objetivos. Explore os seus dons. Crie as suas oportunidades. Seja objetivo. Acredite em si. Reconheça as suas capacidades e habilidades, mantenha um espírito aberto e busque os meios.
Não desista a meio do caminho. O verdadeiro insucesso é daqueles que nunca tentaram ou desistiram.
Erros e falhanços só acontecem àqueles que acreditam e lutam pelos seus objetivos e esses são exatamente os mesmos que, se aprenderem com os erros e começarem de novo, conseguirão alcançar os seus objetivos.
O seu Sucesso começa no dia em que você pega no seu sonho, o transforma num projeto e cria as condições para o implementar. 
É no caminho que você dá o melhor de si, afina as suas habilidades e competências, cresce profissionalmente, aumenta os seus conhecimentos, comemora as suas vitórias. A chegada ao topo não é o mais importante, pode, mesmo, parecer uma miragem e dura apenas um fugaz momento.
É no Caminho que você dá asas ao seu sonho e se torna capaz de voar em direção ao Sucesso.

 


su·ces·so |é|
(latim successus, -us, entrada)

substantivo masculino

1. Aquilo que sucede. = ACIDENTE, ACONTECIMENTO, FACTO, CASO

2. Resultado de acção ou empreendimento.

3. O que tem bom resultado, boas vendas ou muita popularidade (ex.: este é o último sucesso do escritor). = ÊXITOFIASCO, FRACASSO

"SUCESSO", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/SUCESSO [consultado em 14-03-2015].

su·ces·so |é|
(latim successus, -us, entrada)

substantivo masculino

1. Aquilo que sucede. = ACIDENTE, ACONTECIMENTO, FACTO, CASO

2. Resultado de acção ou empreendimento.

3. O que tem bom resultado, boas vendas ou muita popularidade (ex.: este é o último sucesso do escritor). = ÊXITOFIASCO, FRACASSO

"SUCESSO", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/SUCESSO [consultado em 14-03-2015].
su·ces·so |é|
(latim successus, -us, entrada)

substantivo mas

1. Aquilo que sucede. = ACIDENTE, ACONTECIMENTO, FACTO, CASO

2. Resultado de acção ou empreendimento.

3. O que tem bom resultado, boas vendas ou muita popularidade (ex.: este é o último sucesso do escritor). = ÊXITOFIASCO, FRACASSO

4. [Informal]  Parto (ex.: tenha bom sucesso)

"SUCESSO", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/SUCESSO [consultado em 14-03-2015].
su·ces·so |é|
(latim successus, -us, entrada)

substantivo masculino

1. Aquilo que sucede. = ACIDENTE, ACONTECIMENTO, FACTO, CASO

2. Resultado de acção ou empreendimento.

3. O que tem bom resultado, boas vendas ou muita popularidade (ex.: este é o último sucesso do escritor). = ÊXITOFIASCO, FRACASSO

4. [Informal]  Parto (ex.: tenha bom sucesso)

"SUCESSO", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/SUCESSO [consultado em 14-03-2015].
su·ces·so |é|
(latim successus, -us, entrada)

substantivo masculino

1. Aquilo que sucede. = ACIDENTE, ACONTECIMENTO, FACTO, CASO

2. Resultado de acção ou empreendimento.

3. O que tem bom resultado, boas vendas ou muita popularidade (ex.: este é o último sucesso do escritor). = ÊXITOFIASCO, FRACASSO

4. [Informal]  Parto (ex.: tenha bom sucesso)

"SUCESSO", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/SUCESSO [consultado em 14-03-2015].
su·ces·so |é|
(latim successus, -us, entrada)

substantivo masculino

1. Aquilo que sucede. = ACIDENTE, ACONTECIMENTO, FACTO, CASO

2. Resultado de acção ou empreendimento.

3. O que tem bom resultado, boas vendas ou muita popularidade (ex.: este é o último sucesso do escritor). = ÊXITOFIASCO, FRACASSO

4. [Informal]  Parto (ex.: tenha bom sucesso)

"SUCESSO", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/SUCESSO [consultado em 14-03-2015].
su·ces·so |é|
(latim successus, -us, entrada)

substantivo masculino

1. Aquilo que sucede. = ACIDENTE, ACONTECIMENTO, FACTO, CASO

2. Resultado de acção ou empreendimento.

3. O que tem bom resultado, boas vendas ou muita popularidade (ex.: este é o último sucesso do escritor). = ÊXITOFIASCO, FRACASSO

4. [Informal]  Parto (ex.: tenha bom sucesso)

"SUCESSO", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, http://www.priberam.pt/DLPO/SUCESSO [consultado em 14-03-2015].

quinta-feira, 5 de março de 2015

CEGUEIRA

Os Caminhantes Cegos buscam respostas para a vida. Tateiam o Mundo repletos de emoções contraditórias, sem se darem conta da imensa beleza que os rodeia
Identificam culpados para as suas dores, apontando dedos acusadores, gritando impropérios desafinados.
Lutam, em guerras sem sentido, contra inimigos fabricados pelas suas mentes perturbadas.
Tentam modificar os que os rodeiam, para que satisfaçam os seus sonhos ou desejos. Esperando, assim, libertar-se do seus próprios medos, complexos ou frustrações.
Cegos, não valorizam a vida. Olham essa dádiva extraordinária sem respeito ou admiração. Apenas as perdas os farão, lentamente, acordar para a realidade.
Caminham de olhos arregalados, cegos para o que é verdadeiramente importante, dando razão e significado ao velhinho ditado "Não há cego mais cego do que aquele que não quer ver."
Não deixe que a cegueira turve a sua vida. Faça uma caminhada para o interior de si próprio.
Feche os olhos.
"O essencial é invisível para os olhos, só se vê bem com o coração." 
O Pequeno Princípe - Antoine de Saint-Exupéry (1900 - 1944)

Beauty dots - Thomas Saliot

Feche os olhos. Inspire profundamente.
Concentre-se nos sons que o rodeiam. Procure descobrir o que são, de onde provêm.
Tatei à sua volta. Sinta as texturas. 
Inspire de novo, tente destinguir os cheiros. Identifique cada um deles.
Resista à tentação de abrir os olhos, para confirmar cada uma das suas descobertas.
Perceba como "olhando", no escuro, de olhos fechados, todas as sensações são mais intensas, mais ricas e, por vezes, mesmo um pouco assustadoras.
Dê-se conta de si próprio. Redescubra o seu corpo. Sinta a vida fluir. Concentre-se  na cadência dos batimentos cardíacos, no sangue correndo alegremente pelas suas veias, artérias, capilares.
Mantenha os olhos fechados. Sinta a suavidade da sua pele. Massaje suavemente as têmporas. Inspire profundamente e relaxe. 
Afaste o pensamento das preocupações quotidianas. 
Mentalmente, percorra o seu corpo iniciando nos dedos dos pés.
Deslumbre-se com essa "máquina" perfeita e maravilhosa que é o corpo humano.
Resista à tentação de abrir os olhos. Confie na sua perceção do mundo e de si mesmo.
Inspire de novo profundamente. Relaxe.
Prepare-se, agora, para ir ao encontro do mais profundo de si próprio. Não tenha medo.
Oiça a sua voz interior. Silencie tudo em seu redor. Esqueça todas as preocupações, afazeres, medos, projetos. Silencie a sua mente, as suas emoções.
A sua voz interior, a sua verdadeira essência, apenas se revelará completamente no silêncio.
A voz interior é sempre calma, suave, harmoniosa, afetuosa. Prepare-se para ouvir o seu verdadeiro eu. Descubra-se....

.../...

Os Caminhantes Cegos buscam respostas para a vida. Tateiam o Mundo repletos de emoções contraditórias, sem se darem conta da sua imensa beleza...

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Um Sonho, Um Projeto, Uma Visão do Mundo....


Voltei!... Foram meses de trabalho árduo, dedicação quase total, noites pouco dormidas.
Finalmente, o meu site está publicado - Teresa Varela - Artes de Comunicação.
Do Sonho ao Projeto, do Projeto à concretização do Site.
Uma nova Visão assente em coisas antigas. Talvez não propriamente antigas, talvez ancestrais, porque assentam nos valores fundamentais da união, do esforço e de objetivos comuns.
É um Projeto meu que envolve outros. A Equipa, que aguardo que cresça; Os Clientes, que necessitam dos Serviços prestados pelos Membros da Equipa ou que procuram novos talentos para integrar as suas Equipas.
Na verdade, aquilo que proponho é uma Grande Equipa constituída por todos, Equipa e Clientes. Pois, na verdade, o que todos buscam é uma e a mesma coisa. Sucesso, reconhecimento, realização profissional e ganhos que justifiquem os seus investimentos.
Acredito que juntos poderemos ir mais longe. Apoiando-nos uns aos outros. Partilhando novas ideias. Olhando noutras perspetivas.
Acredito que é possível fazer negócios, com honestidade, em que todos saiam beneficiando. Acredito que é possível conjugar conhecimentos e saberes, capacidades e talentos, novas ideias e perspetivas, e fazê-lo de uma forma transparente, sem usar os outros como trampolim ou tapete.
E porque acredito que é possível, continuarei a lutar porque se torne realidade. Ainda que possa perecer nessa luta. Ainda que os entraves sejam muitos. Ainda que muitos se "divirtam" a tentar desviar-me do caminho, desvalorizando, criticando ou pondo em causa o meu trabalho, a minha capacidade ou o meu Projeto. Ainda assim vale a pena tentar.
Talvez que os negócios não sejam o meu forte. Talvez me devesse dedicar a ficar à espera que algo me caísse do céu e devesse baixar os braços. Mas, acredito que, pelo contrário, tenho a perspetiva correta do que deve ser um negócio e, certamente que, enquanto tiver vida e alento, nunca baixarei os braços.
Ao longo do caminho da vida, sofremos várias contrariedades, desilusões e perdas. Erramos. Caímos. Levantamo-nos e começamos tudo de novo.
Por vezes, fazemos repetidamente o mesmo erro, como se tivéssemos uma enorme dificuldade em aprender que não é por ali. Como se os ensinamentos que deveríamos assimilar, em cada erro, nos fossem transmitidos numa língua estranha que não conseguimos entender.
Thomas Saliot
É aí que entra o silêncio. Só o silêncio nos permite ouvir os outros, observar, aprender e refletir.
Em muitos momentos da vida estamos tão concentrados em provar que temos razão que não nos damos conta do que nos rodeia, dos sinais, às vezes bem ruidosos, de que estamos enganados ou a falhar na conquista dos nossos objetivos.
O silêncio é a única coisa capaz de calar o ruído dos medos, das emoções, das inseguranças. é a única coisa que nos permite, verdadeiramente, ouvir, ver mais longe, reconhecer que estamos errados e aprender.
E, todos aqueles com quem nos cruzamos têm tanta coisa para nos ensinar. Por vezes não da melhor forma. Não de uma maneira agradável, calorosa, positiva ou amigável. Mas, não deixam de ser ensinamentos e, portanto, contribuem para que nos tornemos mais sábios, mais esclarecidos, mais realistas ou melhores pessoas.
Pudemos ter a cabeça nas nuvens, o coração no céu, mas nunca nos devemos esquecer de ter os pés bem assentes na terra.
Afinal, não somos pássaros, nem anjos. Somos gente. Somos pessoas em crescimento. Traçando percursos. Vencendo obstáculos. Travando lutas.
Presos nas nossas verdades e razões, tornamo-nos vítimas de nós próprios, atribuindo erradamente as culpas aos outros. Então, perdemo-nos nos labirintos da vida, sozinhos infelizes.
Se devemos lutar por aquilo em que acreditamos, devemos ter a humildade de reconhecer que os outros também podem estar certos, que também têm uma palavra a dizer e que nos podem ensinar, acrescentando-nos algo de positivo.
Se passarmos a vida mendigando, ao invés de apresentarmos soluções, seremos eternos mendigos e apenas receberemos migalhas.
Humildes sim, não subservientes. Lutadores sim, não déspotas. Fortes sim, não frios.
O equilíbrio nem sempre é fácil de atingir. Não é expectável que estejamos sempre no auge. Mas é exigível que dêmos sempre o nosso melhor.
A persistência não passará de teimosia, se não estiver aliada à Capacidade de adaptação à Mudança, a novas Ideias e Aprendizagens.
A resiliência será apenas sobrevivência, se não estiver focada em objetivos.
Espero sinceramente que o meu projeto se transforme num Sucesso. Dei e continuarei a dar o melhor de mim, mas apenas o futuro me poderá trazer respostas e ensinamentos que me permitam avaliar, com rigor, as suas fragilidades, incongruências ou expetativas fantasiosas.
Seguirei lutando. Humilde nas aprendizagens. Forte nas desilusões. Sempre buscando novas soluções, caminharei sem baixar os braços.
Jorge Pemedo

domingo, 28 de dezembro de 2014

E ENTÃO O NATAL PASSOU


E então o Natal passou.
A azafama das compras;
O bacalhau;
O peru;
O Bolo Rei;
Os sonhos, as rabanadas, as azevias;
Os doces;
O cintilar das luzes da árvore de Natal;
As prendas envoltas em papeis garridos, enfeitadas com fitas ou laços multicolores;
O Deus menino que dorme, nas palhinhas deitado, sob o olhar amoroso de seus Pais;
A mesa vestida de dia de festa. Toalhas vermelhas ou douradas. Centros de mesa iluminados por velas escarlate que refletem seus brilhos no serviço de porcelana e nos elegantes copos de vidro ou cristal;
Esta é, sem dúvida, a Festa da Família.
Dizem as más-línguas que o Natal não passa de mais uma época de excessos, com os gastos nas prendas e grandes comezainas.
Para mim, Natal, ainda que com baixas temperaturas, é calor, é reunião familiar, é a vontade de dar, que nos cresce no coração, é recordar os que já não podem estar presentes, é reflexão sobre o amor, é balanço de vida, é proximidade.
Se o Natal fosse apenas uma premência consumista, ninguém se daria ao trabalho de fazer dezenas, centenas ou, mesmo,  milhares de quilómetros, para o reencontro familiar. Ninguém sentiria, de forma mais intensa, a ausência dos que já partiram. 
Na verdade, o Natal é "anterior à sua própria existência", pois, como aconteceu com tantas outras celebrações religiosas atuais, também a escolha do 25 de Dezembro, para a comemoração do nascimento de Cristo,  se ficou a dever à existência de uma outra antiga festividade pagã. Bem melhor que eu própria, as palavras de um Doutorado em História, meu conhecido, poderão explicar os motivos que levaram a esta escolha.



"Originalmente destinada a celebrar o (re)nascimento anual do Sol, no solstício de Inverno no hemisfério norte (natalis invicti Solis - o nascimento do Sol invencível / invicto), marca o momento em que o Sol reinicia a sua ascensão triunfante, com dias cada vez maiores. O Sol, tão importante para as culturas agrárias que dão o impulso inicial da civilização, retoma a sua ascensão, ficando cada dia mais alto no céu, iluminando e aquecendo a terra por mais tempo. 
Herdamos pois esta celebração de cerimónias muito antigas, como a da religião síria de culto ao Sol Invencível, de Mitra (Amigo), o deus do Sol da mitologia persa, mas também da mitologia hindu. A generalidade dos povos antigos consagrava esta época ao culto do Sol, ou de forças solares divinas. 

A celebração deste fenómeno atmosférico como sendo a do nascimento de Jesus da Nazaré foi estabelecida pela Igreja Cristã Católica, já que os textos ditos sagrados nada dizem quanto à data do nascimento de Jesus. Os primeiros indícios da comemoração de uma festa cristã litúrgica do nascimento de Jesus em 25 de Dezembro são do Chronographus Anni CCCLIV(do ano 354).

No ano 350, o Papa Júlio I terá proclamado o dia 25 de Dezembro como data oficial, e o Imperador Justiniano veio a confirmá-lo em 529, declarando o dia como feriado. O Natalis Solis Invictus ou Dies Natalis Solis Invicti é assim substituído pelo Natal Católico. As festividades das Saturnais (dedicadas ao deus Saturno), com o avanço do cristianismo no Império Romano e com Constantino (313-337 d.C.), são substituídas pelas celebrações do nascimento do Menino-Deus. A religião cristã torna-se oficial no Império e substitui o Deus-Sol pelo filho do Deus-Pai, Jesus mais tarde Cristo. A comemoração em 25 de Dezembro foi exportada para o oriente mais tarde: em Antióquia por João Crisóstomo, no final do século IV, provavelmente em 388, e em Alexandria no século seguinte. 

Como aconteceu com muitas e muitas outras datas e com muitos outros cultos, é uma tentativa bem conseguida de trazer para a nova religião, mais e mais gentes ditas pagãs, não lhes retirando as celebrações antigas, mas revestindo-as com novas designações. 
Que outras não houvesse, teríamos - evocando estas - razões bastantes para celebrar o Natal, como força de renovação, como possibilidade do recomeço que permite ajustar os erros do passado em direcção a um futuro mais pleno." 



Dentro de poucos dias, entraremos num Novo Ano, 2015. Os nossos corações aguardam-no com expetativa e com a esperança de que nos traga alegrias, sucesso, concretização de projetos e um novo Natal, cheio de cor, calor, luz e amor...

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

UM NATAL MÁGICO

Desejo a todos os que aqui me visitam um Natal Mágico e um Fantástico 2015, repleto de desafios, projetos e Sucesso.


Espero, em breve, poder voltar a escrever neste e nos meus outros blogs com a frequência que me era habitual.
Sinto saudades de partilhar as minhas reflexões, pensamentos, histórias, ideias... com todos os que me leem. 
O novo Projeto, em que me encontro empenhada, deixa-me pouco tempo para passar por aqui, pois necessita ter "pernas" para poder caminhar. 
Criar boas "pernas" ou bases para um Projeto é  transformar um sonho em realidade, mas essa transformação requer tempo, entrega, persistência, disciplina, imaginação e muito, muito, trabalho.
Se o meu Projeto tiver Sucesso produzirá uma grande e positiva mudança na minha vida profissional, que, obviamente, se refletirá positivamente em mim própria.
Como dizia Gandi, "Não existe uma caminho para a felicidade. A Felicidade é o Caminho". 
Ainda que as 24h, de cada dia, sejam poucas para fazer todas as coisas de que gosto, trabalho e dedico, é nesse caminhar que procuro encontrar a Felicidade e "falar" com todos vós, que aqui me visitam, faz, certamente, parte desse caminhar.
Até Breve.



sábado, 15 de novembro de 2014

SILÊNCIO NÃO É AUSÊNCIA



Nos últimos tempos não me tem sido possível escrever tantos artigos, como gostaria, nos meus blogs. 
A razão deste silêncio não é ausência, mas deve-se apenas ao facto de me encontrar extraordinariamente ocupada com a criação e publicitação do meu novo site “Teresa Varela - Artes de Comunicação".
Convido todos os meus leitores a visitarem a página do facebook, associada ao site, para que melhor  possam conhecer a sua Missão e Objetivos ou juntarem-se à nossa Equipa, ou tornarem-se nossos Clientes.

Cliquem no link

sábado, 1 de novembro de 2014

UMA MENSAGEM POR DIA


Se eu pudesse dedicar-me só aos meus blogs, sites e à minha atividade de formadora, certamente que todos os dias publicaria uma mensagem, em cada um deles. Mas, a realidade não é, na maior parte das vezes, exatamente aquilo que desejaríamos ou com que sonhámos.
Assim, para que nos seja possível dedicar aos nossos prazeres ou atividades profissionais de eleição, temos, muitas vezes, que realizar outros trabalhos ou tarefas que não nos agradam tanto ou não nos realizam pessoal ou profissionalmente.
No fundo, tudo na nossa vida é um pouco assim. Se nos dá prazer convidar um grupo de amigos para almoçar ou jantar na nossa casa, já sabemos que temos que contar com a parte chata de todos os trabalhos domésticos, antes e depois da festa. Quando vamos de férias temos sempre aqueles momentos de stress, para escolher o que levar e fazer as malas, acomodar tudo na mala do carro ou não exceder o peso das malas, definido pelas companhias de aviação.
Quando escolhemos casar e ter filhos, sabemos de antemão que teremos que prescindir de muitas outras coisas que gostaríamos de fazer.
Quando chegamos à encruzilhada, é imperativo que escolhamos um caminho, pois, caso contrário, ficaremos parados, sem rumo, presos na nossa indefinição.
Hoje, que na minha "arrogante inocência" julgo saber qual o caminho que pretendo seguir, por mais estranho que possa parecer, continuo parada na encruzilhada. Pois, ainda que esteja segura do que verdadeiramente quero, tenho responsabilidades e obrigações que não me permitem dar ao luxo de fazer apenas o que me dá prazer.
Penso que, quando atingimos este degrau  "saber exatamente o queremos", a vida nos põe de novo à prova. 
Agora, já não se trata apenas de decidir qual o caminho a escolher, mas antes, como conseguir manter o equilíbrio e a paz interior, quando, finalmente, temos a certeza de que é aquele o caminho que queremos seguir e a vida decide apresentar-nos dificuldades e obstáculos, quase intransponíveis, que nos limitam e impossibilitam de, plenamente, o podermos trilhar.
Se conseguisse escrever uma mensagem por dia, teria, talvez, atingido a plenitude, o que talvez significasse que tinha chegado a altura de "viajar" para outra dimensão da vida.
A escadaria é alta, os degraus são desiguais e, por vezes, de grande dimensão. A subida é árdua, repleta de obstáculos, dificuldades e fatores limitadores.
Assim é a vida. Sem fé, coragem, caridade e Amor, dificilmente conseguiremos  chegar ao topo dessa íngreme subida em direção à felicidade e encontrar a nossa verdadeira essência.